Continuidades e rupturas no Império Bizantino

0 Criado por admin  |   Dicas,História  |   13 de October de 2015  |     321

O Império Romano do Oriente, conhecido como Império Bizantino em razão do nome de sua capital, Bizâncio, é pouco estudado no currículo nacional. Embora seja sempre lembrado pelo governo de Justiniano que reconquistou parte do Império Romano Ocidental e pela questão da Cisma do Oriente e da iconoclastia, dificilmente é lembrado por sua hegemonia na região e de sua longevidade. Esse império que chegou a se extender da região norte da Grécia, até a Mesopotâmia à Leste e até o Egito ao sul durou 1058 anos (395-1453). Os números ficam mais impactantes quando considerarmos o lado oriental como uma continuidade da história romana. Considerando o início da república romana (509 a.C.) até o fim do Império Oriental (1453) temos um saldo de aproximadamente 2000 anos de história feita pela estrutura romana. Estrutura romana cuja cultura influenciou na formação cultural de diversas nações da Europa e Oriente Próximo.

BOLSAS

A questão que salta aos olhos é como que esse Império se manteve por 1068 anos? Embora não seja um dos impérios de maior duração, como é o caso do Chinês ou do Egito Antigo, sua hegemonia e atuação no mar Mediterrâneo merecem ser estudadas. A língua grega e a igreja católica, que se tornou ortodoxa à partir da Cisma do Oriente, davam a liga cultural para a administração de zonas tão distintas no interior do império. Além disso, a produção agrícola do Egito e o comércio articulado pelo Oriente Próximo e o Mar Negro garantiram a estabilidade econômica por muito tempo. É interessante pensar que a Igreja ortodoxa chegou na porção norte do Mar Negro junto com o comércio, uma consequência disso é o grande número adeptos desse ramo do cristianismo entre os países eslavos e na Rússia contemporânea.

O retração do Império Bizantino ocorre com as disputas comerciais e militares no Mar Mediterrâneo. A parte sul e leste do império foram anexadas aos califados islâmicos em rápida ascensão. Na outra ponta do Mar Mediterrâneo as cidades marítimas de Gênova e Veneza conquistavam as ilhas e entroncamentos comerciais que eram vitais para a sobrevivência do império. Após um saque de Bizâncio em 1204 pelos seus antigos aliados cristãos contra os muçulmanos, o império começou o seu declínio definitivo. O golpe fatal à cidade de Bizâncio foi desferido pelos turcos otomanos em 1453, que após a conquista mudaram o nome da cidade para Istambul, atual capital da Turquia.

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