Brasil: Exportador de Sobremesa?

0 Criado por admin  |   Dicas,História  |   20 de May de 2015  |     272

Não é a toa que para muitos o Brasil se tornou conhecido como exportador de “sobremesa”. Desde dos primeiros anos de colonização em 1532 com a viagem de Martim Afonso de Souza até o final do século XIX onde se desenvolve a atividade industrial o território que hoje damos o nome de Brasil produziu e exportou para o mundo ocidental basicamente açúcar e café. Para termos noção da importância disso é só olharmos para a relação total de produtos exportados pela colônia, império e república brasileira. Nessa relação vemos que até mesmo em 1750 no auge da extração de ouro, diamantes e outras pedras e metais preciosos o principal item de exportação continua sendo o açúcar. Ou seja, mesmo após o açúcar colonial sofrer com a queda dos preços em razão da concorrência com a produção nas Antilhas britânicas e holandesas ele continuou como o principal produto da colônia até ser desbancado pela produção cafeeira em 1850.

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Essa hegemonia por tão longo tempo de uma cultura agroexportadora impacta diretamente na nossa vida. Primeiro nos hábitos, você sabia que o brasileiro consome três vezes mais açúcar do que média mundial? É só notar a variedade de doces que consumimos no país como o brigadeiro, beijinho, cajuzinho, olho de sogra, rapadura, cocada, doce de abóbora, etc. Doces que seriam estranhos ao paladar europeu por possuírem um alto teor de açúcar.

Além disso, essa cultura agroexportadora possui continuidades na ocupação do território agrário, já que os latifúndios imperam no país e voltam sua produção para o mercado externo, um exemplo disso seria a produção da soja, do café e do suco de laranja. Por fim, se você realizar uma viagem no interior de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso notará que existem muitas plantações de cana-de-açúcar ao longo das estradas, mas não ache que esta produção tem a mesma finalidade da produção no passado. Pois agora o caldo de cana produz o álcool, que serve para aplacar a sede dos motores urbanos e rurais.

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